O projeto de lei já aprovado pela Assembléia Legislativa que proíbe o fumo, de qualquer natureza, em ambientes coletivos e fechados deverá ser sancionado pela governadora Wilma de Faria até o próximo mês (agosto), após o recesso. A previsão foi dada, em primeira mão, pelo nosso amigo Leandro Silva, assessor parlamentar do deputado estadual Antônio Jácome (PMN) - apresentador do projeto.Ele conta que os estabelecimentos, como restaurantes, deverão ter um prazo de 70 dias após a sanção para se adaptarem à lei. Sem dúvidas a novidade vai trazer grande polêmica no estado. Ruim para os fumantes que não terão mais aquele espaço reservado para tragar um cigarro, bom para os passivos que não estarão mais submetidos à fumaça do cigarro que pode chegar até a matar os não-fumantes. Difícil acreditar?
No ano passado, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelou uma pesquisa inédita, no mês de setembro, mostrando que sete brasileiros, que nunca fumaram, morrem, por dia, com doenças relacionadas à absorção da fumaça do cigarro. As doenças consideradas pela pesquisa foram as três principais relacionadas ao tabagismo passivo: câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração (como infarto) e acidentes vasculares cerebrais. O alvo da pesquisa foram adultos de 35 anos ou mais. Fumantes e ex-fumantes não estão incluídos na população analisada. O estudo revelou que 60% das mortes provocadas pelo fumo passivo ocorrem entre mulheres e pessoas com 65 anos ou mais.
A proibição é boa ou ruim? Tirem suas próprias conclusões.
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